E AGORA JOSÉ… você perdeu a eleição

Para entender o objetivo da série, será conveniente que você leia o relato verdadeiro a seguir. Não foi citado nomes, mas a história é  real. Foi assim…

Pequena cidade da Grande São Paulo…José, comerciante, casado, 4 filhos.

Vende sapatos. Tinha duas lojas na mesma cidade. Sua  origem… boias frias, gente da roça. Conseguiu ter seu próprio negócio, e era bem relacionado com a  comunidade.

Certo dia, convidou amigos e parentes para um churrasco. Feliz, queria comunicar que fora convidado para ser candidato. Aos convivas, informou que ainda não sabia se seria candidato a vereador ou de vice-prefeito.

Gritos, risos, cerveja emolduraram o simples convite. Congratulações e promessas de apoio incondicional.

Para o comerciante, era só euforia. Afinal era o início de sua ascensão social, poderia ser uma autoridade política  na cidade.

Saiu candidato a vereador. Nas suas lojas apareciam diversos potenciais eleitores, e, cabos eleitorais apareciam aos montes. José se alegrava, com as promessas de votos; Gente simples ofereciam suas casas para colocar seus cartazes e fazer reuniões de campanha. Não tinha como José não sair vitorioso de dentro das urnas eleitorais.

Contente com o assédio e com os apoios espontâneos a sua candidatura, José candidato,reforçava as intenções de seus apoiadores, com presentes, que iam desde chinelos de dedo a sapatos encalhados do estoque. Aqui e acolá, um sapato para casamento, outro para  batizado e foi por ai.

O candidato a prefeito, era seu amigo, irmão e camarada, fazia uma campanha pobre, com parcos  recursos. Vez por outra, recorria a José para um tanque de gasolina, algum pagamento de cabos eleitorais, carne para um churrasquinho etc. 

José  não podia deixar o amigo na mão. Ajudou no que pode, cedeu um escritório tipo comitê. Emprestava sua casa ampla, para reuniões do seu amigo prefeito. Ficava por sua conta as despesas das reuniões. Deu e emprestou dinheiro, ao candidato prefeito.

Sua fama de candidato crescia, os pedidos também…  Deu dinheiro para eleitores por assuntos dos mais diversos: comprar remédios, pagar contas de água e luz, para eleitor visitar a mãe doente em Salvador, batizado, casamento…

Envolvido em seu sonho, José não se importava com as reclamações de seus familiares. Sua mulher o irritava porque ela dizia que os prejuízos e dívidas com a sua campanha, não seria o salário de vereador que pudesse cobrir.

Vendeu o carro da esposa, vendeu moveis, emprestou dinheiro do banco para fazer caixa das lojas.

Finalmente chegou ao dia da eleição. Seu amigo, irmão e camarada agora era o prefeito da cidade. José perdeu.

Um sofrimento, terrível angustia tomou conta de José. Pensava: Como perdeu a eleição que “estava ganha”? Quem o traiu? E aquelas centenas de promessas de voto? Seus amigos o traíram? Sua família? Fraude na urna eletrônica?

José perdeu seu brilho, ficou acabrunhado, envergonhado. Ficava irritado pois ao encontrar pessoas na rua ou na loja, tinham o cinismo de afirmarem que tinha votado nele. “Impossível você não ter vencido, eu e minha família inteira votamos em você. Não dá para acreditar diziam outros, só pode terem roubado seus votos.

Fornecedores de suas duas lojas o processaram por falta de pagamento… O banco também. Seus amigos sumiram, sua mulher pediu separação e pensão para os filhos. Dos 3 carros que ainda tinha, todos foram tomados.  José só tinha uma saída. Pedir ajuda para seu amigo irmão camarada, agora prefeito.

Não foi atendido, mas compreendeu a falta de tempo do seu amigo prefeito. Duas… Três… quatro… cinco tentativas até que foi finalmente atendido. Relatou a seu amigo irmão e camarada a situação caótica que sua vida se transformou. Precisava de pelo menos um emprego. Precisava de um pouco de dinheiro,

Seu amigo irmão e camarada explicou as dificuldades orçamentarias da prefeitura e que o ministério público o impediu de admitir mais alguém ,pois ,folha da prefeitura, estava ultrapassando o valor estipulado pela Lei de responsabilidade Fiscal e coisa e tal.

Desesperado e absorto , José finalmente tinha compreendido que seu amigo, irmão e camarada, agora é somente “ o prefeito”.  Tentou tímido e educadamente  educadamente lembrar o prefeito, o quanto tinha ajudado na campanha, dinheiro, casa, despesas, salas, combustível.  O prefeito ouviu e respondeu:

José, quando se entra na política e numa campanha cada um tem seus objetivos. Por isso cada um tem que assumir os riscos de suas atitudes e ações durante a campanha eleitoral…mas pode ficar tranquilo, assim que as coisas se ajustarem aqui na prefeitura eu te chamo. José entendeu o recado do prefeito. Concluiu que agora estava só. Sem lenço e sem documento, nada no bolso e nas mãos como dizia a canção.

Três anos se passaram, sua falência se completou devido a uma ação trabalhista de seus vendedores lojistas. José hoje, vive num quarto de cômodo, arrumou emprego no centro de São Paulo como gerente de loja de sapatos. Levanta as 5;30 da manhã e pega o trem.

Sem dinheiro, sem família, sem amigos e sem ajuda do Prefeito. Só e humilhado!

 

 

Você sabe como se fabrica políticos?

Você sabe como se fabrica políticos?

 

 

 

Vamos ver como se fabrica político! Como o indivíduo político não se cria do nada, a incubadora destes seres, chama-se; criação de Estados. Ou seja, (ironia) político é uma célula que mediante “mitose/meiose (*) , consegue gerar mais elementos de sua própria  espécie. Senão, qual são os motivos que levam os políticos criarem Estados sem as mínimas condições destes se sustentarem?

Bote tento nos quadros abaixo e  vamos colocar em discussão, a imensa quantidade de políticos que temos que sustentar. Observe os Estados que sustentam os outros e entenda porque a miséria é crescente até nos Estados mais ricos.

(*) mitose/meiose é um tipo de divisão celular que ocorre desde o surgimento da primeira célula do bebê (célula-ovo ou zigoto) até a nossa morte…. – Veja mais em https://educacao.uol.com.br/disciplinas/biologia/mitose-e-meiose-os-dois-processos-de-divisao-celular.htm?cmpid=copiaecola
O quadro mostra quanto os Estados passam para o Governo Federal e este, passa para outros estados – em vermelho os Estados que são sustentados pelos outros
AMAZONAS, ESPÍRITO SANTO, SANTA CATARINA, PARANÁ, RIO GRANDE DO SUL,  MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO, sustentam a existência e mordomias dos outros estados 
Observe o Estado de São Paulo – sozinho é maior que todos os outros em “donativos”
Os repasses são previstos pela Constituição e seria uma maneira que os “constituintes” pensavam em ajudar o desenvolvimento do país. Mas o que hoje vemos, serviu só para ajudar a crescer a casta política.

O quadro demonstra o quanto a maioria dos Estados Brasileiros são pobres. Mas, porque os outros Estados que trabalham de sol a sol, são obrigados pelas ações políticas, Leis e Constituição a pagar para Estados tão pobres e tão carentes de recursos? A única coisa que podemos ter como certeza é que, criar Estados, aumenta nas costas do trabalhador Brasileiros a obrigação de carregar nas costas milhares de políticos.

A cada Estado criado,  gera-se: prefeitos, milhares de vereadores, centenas Deputados Estaduais, dezenas Deputados Federais, Governadores, Senadores, e toda a equipe de funcionários, apaniguados, parentes e seus congêneres, que serão criados pelos  poderes ditos “Republicanos” que são: , Executivo, Legislativo e Judiciário e todo seu séquito que tão bem conhecemos. Nos dá a impressão que o objetivo principal, não é gerar o desenvolvimento, e sim gerar e infectar o Brasil, com mais políticos, mais mamatas, mais mordomias e suas emanações abjetas.

Pensar não custa nada e perguntar não ofende: Não seria a criação de Estados , junto com a imensa carga tributária brasileira,  uma aplicação real do tal “socialismo” vigente no Brasil, e nós nunca percebemos isso?

Imagine o custo do Estado de Roraima! O que o Estado produz será que dá para pagar seus representantes políticos? Talvez nem isso consigam.

Observem no quadro as intenções e as tentativas para que se criem novos Estados. Estados que nos é que vamos sustenta-los, com tudo o que a gente já sabe do que são capazes a classe política desde o Executivo, Legislativo e o Judiciário

Veja no mapa o que rola na cabeças dos políticos para criação de mais Estados…

 

Observe no mapa onde estão as incubadoras de políticos

Aos poucos entenderemos como funciona o Congresso Nacional. Estados como; Amazonas – Espírito Santo – Santa Catarina – Minas Gerais – Paraná – Rio Grande do Sul – Rio de Janeiro – São Paulo, jamais conseguirão modificar qualquer mamata para estes Estados que pouco produzem, mas que são sustentados por estes que produzem. A quantidade de deputados dos Estados carentes impedirão qualquer mudanças… Temos que pensar e debater!

CRITICAR POLÍTICO FUNCIONA?

CRITICAR  POLÍTICO – Pode funcionar dependendo do conteúdo da critica, da forma como ela será feita, o veiculo que for usado para divulga-la, e da quantidade de eleitores que será informado, e do poder político do criticado .

Dependendo do poder econômico e político,a força de denuncias podem ser reduzidas ou aniquiladas

Normalmente no Brasil, criticas e denuncias só são comuns no ano que antecede e ou  durante campanhas eleitorais. Normalmente são  feitas por grupos de pessoas que estão almejando sentar em alguma gorda cadeira do poder; pode ser cadeira no Legislativo, no Executivo ou seu vice, ou mesmo um pequeno emprego, secretaria etc.

Importante destacar a diferença entre; criticar e denunciar …

Criticar  é : Censurar; falar mal; apontar ou ressaltar as imperfeições de algo ou de alguém: a vizinha criticou seu comportamento.

Denunciar é; Apontar alguém como autor de crime; delatar. Oferecer (o promotor) a denúncia. Infelizmente as pessoas confundem estas duas palavras.

O problema das criticas ou de denuncias , é quando elas são formuladas em municípios. Municípios médios ou pequenos, não tem veículos de comunicação eficaz para divulgar a denuncia ou uma critica de forma abrangente. Não possuem um sistema de comunicações, tipo rádio, jornal, televisão, mas quando tem, não é incomum, vermos jornais, rádios, TVs comunitárias,  que são de “aluguel”.

O “contra ataque” de uma denuncia ou critica,toma rumos não previstos e surpreendentes.

MÍDIAS  DE ALUGUEL – Há veículos que se especializaram  em serem “alugados”, outros tentam ser livres e democráticos, porem,  devido as péssimas condições econômicas  não têm  condições de sobreviverem sem a participação do sistema político local (Prefeito/ câmara) . Infelizmente, mesmo o Brasil vivendo, em tese, a democracia “ampla,geral,e irrestrita” , a tal liberdade de imprensa  dependem dos interesses e ganancias  dos políticos de plantão  da cidade.

COMUNICAÇÃO MUNICIPAL  – os   canais  de comunicação normalmente são ;  escolas , igrejas. sociedades amigos de bairro, Ongs, times de futebol, ponto de táxis, botecos, câmaras, etc. Repare que são locais, onde o poder político de prefeitos e vereadores,  é mais poderoso do que uma critica ou denuncia mal planejada de grupos de cidadãos sem poder político ou mesmo economico.

RESUMO: embora a critica ou denuncia tenham  papel importante para a formação de opinião e até para se conseguir aceitação ou votos, são armas que devem ser planejadas antes de serem atiradas. Para quem almeja entrar na Política, bom saber que existem técnicas que podem transformar o simples “disse que disse” ou “isso é intriga da oposição”, em armas políticas mortais.